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SADE

Alerta para a temporada de arboviroses

Publicada em 16/02/2017, por Llian Colho 
Fonte: Diario de Pernambuco

Protagonista do noticiário por mais de um ano, a tríplice epidemia de arboviroses arrefeceu em 2017. As estatísticas apontam redução de 98% nos casos notificados de dengue, zika e chikungunya em Pernambuco, quando comparado ao mesmo período do ano passado. Apesar dos números, especialistas ressaltam que o alerta precisa ser mantido. O período pós-carnaval, a partir do fim de fevereiro e início de março, é considerado crítico para a proliferação do Aedes aegypti. Por isso, as autoridades orientam a população a reforçar o cuidado com acúmilo de água parada.

Para prevenir um crescimento dos casos, já está sendo realizado um monitoramento junto aos municípios que são polo de folia. A avaliação de risco começou na semana passada, num trabalho conjunto entre a Secretaria Estadual de Saúde, as gestões municipais e o Ministério da Saúde.

No Recife, a partir da próxima semana, começarão a ser realizadas visitas nos locais onde haverá grande concentração de público e também no percurso do Galo da Madrugada. As ações com fumacê e bombas costais, realizadas no ano passado, poderão ser repetidas neste ano. Serão distribuídos ainda panfletos com orientação em locais de concentração turística, como hotéis e centros de informação.

De acordo com o boletim divulgado na terça-feira pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), o estado tem neste ano 877 notificações para dengue, das quais 168 foram confirmadas. O número de notificações é 42% maior que o registrado no boletim anterior, que considerava os dados até o dia 4 de fevereiro. Entretanto, a redução quando comparada a 2016 é de 98,3%.

Também na terça-feira, uma suspeita de dengue com sinal de alarme foi notificada e está em investigação pela SES. A vítima foi uma estudante de 16 anos, residente em Itamaracá, internada na sexta-feira no Hospital da Marinha com fortes dores abdominais. A adolescente faleceu na manhã da segunda-feira. O caso não apareceu no boletim da divulgado pela SES, que até então havia notificado apenas um óbito por arbovirose em 2017.

O estado tem ainda 289 casos notificados de chikingunya, contra 225 no último boletim. São 39 confirmados dessa doença - contra 31 no resultado anterior - e 64 notificações, sem nenhuma confirmação, de zika. A redução, em relação ao mesmo período do ano passado, para essas duas arboviroses, é de 98,5%. “O clima e outros determinantes como a pluviometria aumentam o risco de proliferação do partir do começo de março. O cidadão não pode baixar a guarda por que estamos na calmaria. É periogoso, pois as arboviroses são sensíveis, o Aedes pode se reproduzir com a mínima chance que dermos”, lembrou o diretor-geral de controle de doenças transmissíveis da SES, George Dimech.

NÚMEROS
As mais recentes estatísticas do estado
877 casos notificados e 168 confirmados de dengue
289 notificados e 39 confirmados de chikungunya
64 notificados e 0 confirmado de zika
98% foi a redução em relação ao mesmo período do ano passado
42% foi o aumento nos casos específicos de dengue em comparação ao
último boletim

O Recife continua em alerta

No Recife, a postura é de alerta permanente. A capital pernambucana tem hoje um número de casos de arboviroses inferior aquele da média dos anos não epidêmicos para o período. O Levantamento Rápido do Índice de Infestação (LIRAa) tem se mantido em 1.2, menos da metade da média histórica da última década e um quarto do valor atingido em 2010.

“Temos a segurança que pessoas não foram expostas ao zika e a chikungunya e podemos ter novos surtos a qualquer momento. Por isso, as ações precisam ser firmes. Temos um total de 85 ações em curso, desde a vigilância epidemiológica ao controle dos focos”, acrescentou o secretário de saúde do Recife, Jailson Correia. A cidade investe atualmente na expansão das ovitrampas e também na formalização de um cadastro de brigadas, convocando a sociedade civil a participar do combate.

Em função das mudanças de gestão municipal ocorridas, a SES iniciou uma capacitação com a vigilância ambiental e os coordenadores de epidemiologia dos municípios para otimizar a busca ativa dos casos, ampliar o trabalho de prevenção e também para orientar quanto ao preenchimento correto do sistema de informação. Também serão capacitados os agentes de endemias. O trabalho foi iniciado pelas 22 cidades que englobam a 10ª e a 11ª Gerências Regionais de Saúde, no Sertão.